Os sentimentos que guardo as vezes se resumem em imagens. Os desejos da minha alma louca, descritos em versos de algum poeta desconhecido. Os medos por vezes descritos nos mesmos versos.


Garçom, uma dose de romance e duas de putaria por favor.

Há apenas uma estrela no céu visto daqui, da sacada fria e distante do teu abraço. Ela está lá, do alto, me fitando e me fazendo te querer a cada segundo um pouco mais. Eu queria, por tudo, ouvir os teus passos e te ver surgir pelo escuro do corredor. O teu cabelo, sempre diferente e o branco do teu sorriso iluminariam o caminho entre mim e você. E eu, como se estivesse em choque, não saberia como reagir, como em todas as vezes que você veio até mim. Eu acenderia um cigarro. E você se sentaria ao meu lado. E assim, a noite flutuaria, com o som do teu silêncio. Eu, devagar, juntaria o meu corpo, sempre tão estático aos teus movimentos acelerados e repetitivos. Eu faria morada na tua inquietação. E como um yin-yang nos misturariamos, nos integrariamos. A minha parte de você, a sua parte de mim. E nós, em rodopios, como forças que se equilibram, chegariamos até aquela estrela, que lá do alto, sem que houvessemos percebido, continuava a nos fitar.


My Hearth Confessions